|
Como
e quando você começou fazer vídeos? Como foram estas primeiras experiências?
Comecei a fazer vídeos em
1994/95, quando meu pai comprou uma filmadora Panasonic, daquela clássica.
Minhas primeiras experiências, efetivamente, foram com filmagens domésticas,
onde eu e meu irmão fazíamos questão de fazer umas graças e testes no
velho esquema "filma-pausa". Depois começamos a fazer filmes com bonecos.
Fazíamos um stop-motion bastante primitivo. A evolução natural desses
experimentos foram as primeiras filmagens com a molecada. Acho que fiz
umas duas fitas, entre filmes com bonecos, cenas teste e projetos de filmes
com pessoas. E nessa época eu tinha apenas um videocassete, o que impossibilitava
qualquer edição. Quando ganhei um computador, em 1995, a situação começou
a melhorar. Fazia montagens no micro, filmava diretamente na tela e começava
a sondar placas para captura.
Para
o filme "Combate Animal", fiz alguns "morfes" e pequenas animações para
usar, mas em dezembro de 95 uma explosão na rede elétrica tostou meu micro
com tudo que tinha dentro. No ano seguinte, chegavam ao mercado nacional
as primeiras placas ATI, com um preço bastante acessível (cerca de R$400)
e com o reembolso da Light, comprei um novo micro equipado com a placa.
Curioso é que somente em 2000 comecei a editar no micro pra valer, isso
porque a filmadora estava com defeito e porque o micro, mesmo com a placa,
não tinha capacidade para "agüentar o tranco". De 1995 a 2000, não fiz
mais do que cenas teste e gracejos com bitmaps no premiere. Mesmo quando
filmei "Corrida contra o Excusado", descartava totalmente a possibilidade
de edição digital. Pensava em utilizar o equipamento da faculdade (uma
ilha de edição linear, não muito nova).
Quando
surgiu a BRV e por que este nome?
A BRV surgiu oficialmente em 1993, sem nenhuma ligação com
cinema. Nessa época, era uma espécie de clube. A história é a seguinte:
eu tinha um grupo de colegas bastante unido (uns 12 moleques, eu acho)
e com uma harmonia de idéias muito grande. E tanto eu quanto meu irmão
sempre fomos muito criativos. Eu escrevia estórias, fazia quadrinhos,
esquematizava jogos de videogame, tudo isso sempre utilizando de nosso
universo particular. Ou seja,
quase sempre os personagens das estórias eram eu e demais do grupo. Pra
você ter uma idéia, muito antes desse negócio de filmes, nós fazíamos
programas de rádio, utilizando um pequeno gravador e um videogame Mega
drive para dar música e efeitos. E como a gente não ficava muito na rua,
eu e meu irmão começamos a inventar esportes e jogos próprios. Em 1993
pensamos em organizar uma competição e tive a idéia de fundar um clube.
Assim surgiu a BRV. Tenho até hoje o primeiro "documento" do clube, definindo
as regras de um dos jogos que criei. A partir daí, a BRV passou a ser
a marca por trás de tudo que eu produzia: quadrinhos, artigos, esportes,
programas de rádio e nos anos seguintes, filmes. Como podem ver, em sua
origem a BRV não tem nenhuma ligação com filmes amadores, embora já naquela
época em sonhasse em fazer cinema. A sigla não significa nada demais.
São as iniciais dos "fundadores" do clube: Bruno (eu), Rodrigo (meu irmão)
e Vinicius (Vinicinhos, meu vizinho). Recentemente, adicionei a letra
E (entretenimento) por desconfiar que já existe uma empresa BRV registrada.
Na verdade, eu mesmo ainda reluto bastante em adicionar o E no final,
hehe. Curioso disso tudo é que a origem da BRV na maioria das vezes passa
desapercebida, mesmo por mim. Vide o histórico que coloquei no site, que
sequer menciona a BRV antes dos filmes. Acho que é porque nos últimos
anos, filmes são o que tenho produzido de mais significativo.
Seus trabalhos
mais recentes são caracterizados pela pancadaria e referências aos clássicos
desse gênero, assim como os games de ação. Qual a sua relação com este
tipo de filme e com os jogos? Quais são as influências da BRV?
Olha, eu puxo um pouco de tudo, mas atualmente, minha influência
básica vem do oriente: animes, filmes chineses e jogos eletrônicos, por
tabela. Nunca fui fanático por artes marciais, mas sempre gostei de filmes
de pancada. Acho que minhas primeiras influências foram os filmes antigos
dos trapalhões (o Dedé era o que mais batia) e do Bud Spencer (Bud e um
magrinho de olhos claros, não lembro o nome, desciam a porrada em todo
mundo). Mais tarde conheci o trabalho de Jackie Chan e me tornei um aficcionado
por filmes de kung fu e pela beleza e complexidade dos combates. Isso
foi decisivo porque deixei de lado a simplicidade do murro pra lá, pontapé
pra cá. Tenho até hoje umas seis fitas de vídeo, apenas com cenas de lutas
de filmes de kung fu. São mais de 10 horas de coreografias de luta, com
cenas que eu devo ter visto e revisto centenas de vezes. Era tão vidrado
que ia na locadora e separava numa prateleira todo filme de kung fu ou
similar que encontrasse. Ao mesmo tempo, os animes começavam a pipocar
na televisão brasileira. Tudo isso me influenciou muito. Desde pequeno
escrevia estórias de aventura e comédia. Mas a pancadaria sempre esteve
presente, com ou sem o refinamento das artes marciais. O que eu gosto
mesmo é de combates. E são os orientais que mostram toda a beleza possível
num combate. Por isso mesmo minhas principais influências são as produções
desse gênero, sejam filmes chineses, desenhos animados japoneses ou videogames.
São produções que apresentam uma linguagem comum. Os animes/mangas, filmes
de kung fu e jogos eletrônicos têm seus universos densamente entrelaçados.
E se eu já sou fanático pelos filmes e seriados, vocês imaginem com os
jogos. São quase um objeto de estudo! Tenho dezenas de jogos de luta aqui
em casa, entre emuladores e CDs de Playstation. Eles são uma referência
constante nos filmes da BRV. Mas volto a dizer que puxo um pouco de todas
as linguagens: jogos, filmes (ocidentais e orientais), quadrinhos, etc.
Tenho muita vontade de experimentar outros gêneros nas próximas produções,
como a comédia por exemplo. Vamos ver no que dá.
Como
você seleciona os atores para as suas produções, e como é trabalhar com
tanta gente?
Na verdade eu não seleciono. O básico do elenco é o pessoal da
BRV, que já participava comigo desde os primeiros testes. Outros se animam
quando percebem o resultado positivo da brincadeira e acabam topando participar
das produções seguintes. Quanto mais gente assiste aos meus filmes, mais
atores disponíveis em tenho e isso é muito bom. E não é que seja difícil
trabalhar com muitas pessoas. O que dá trabalho é reunir essa trupe. Em
época de filmagem eu praticamente enlouqueço. Tem que ligar pra confirmar
500 vezes, ficar conciliando horário, etc. Às vezes faço até grade de
horário. É quase um trabalho psicológico nos atores: eu preciso convencê-los
de que em pleno verão, é mais divertido passar algumas horas (ou dias,
dependendo do personagem), filmando comigo em vez de ficar de "pernas
pro ar" por aí. Quando eu monto o roteiro, sempre procuro facilitar exigindo
o mínimo de cenas com várias pessoas ao mesmo tempo (a maioria das cenas
de conversa são filmadas individualmente, por exemplo) e sempre deixando
caminho para eventuais adaptações por falta de elenco. "Final Bout" foi
o mais frenético no que diz respeito às filmagens. Teve dia com filmagem
pela manhã com um grupo e à tarde com outro. Mas eu não tenho do que reclamar.
Aos poucos o pessoal está levando com mais seriedade e todos que participaram
até agora ficaram muito satisfeitos com o resultado final.
Onde
são realizados os vídeos da BRV?
Os primeiros filmes, na minha casa. Atualmente faço algumas cenas
na rua, na casa de parentes, amigos e vizinhos. Ainda assim, os ambientes
são escassos. É preciso explorar cada cantinho. Prova disso é que a maioria
das cenas da trilogia do Excusado foram filmadas na minha casa. Com criatividade
e alguns cuidados, a gente faz milagre.
Fale-nos
um pouco sobre a saga "Corrida contra o Excusado".
A saga "Corrida" nasceu sem essa pretensão. Como já disse anteriormente,
após o fracasso nas filmagens de "Combate Animal" eu fiquei um bom tempo
parado, mas sempre ensaiava um retorno. A empolgação para os filmes voltou
de vez no segundo semestre de 1999, quando entrei na faculdade e conheci
as produções de alunos. Escrevi então o roteiro do primeiro "Corrida".
A
idéia básica era um filme de no máximo 30 minutos onde eu mostrasse meu
potencial para fazer cenas de ação. No entanto, no decorrer das filmagens
o resultado foi tão positivo que comecei a adicionar mais e mais elementos.
Eu nunca gostei de estórias banais ou cotidianas: as estórias que escrevi
e escrevo quase sempre tem algo de grandioso. A saga "Corrida" nasceu
dessa minha megalomania. Quando decidi que continuaria fazendo filmes,
pensei: posso criar todo um novo universo, ou usar os personagens que
eu já criei e engrandecer essa estória. Considero a segunda opção muito
mais atraente. Pensem comigo: o que torna um seriado com Jaspion atraente?
São os efeitos, por acaso? As lutas bem feitas? Claro que não, é o enredo!
Quando a gente cria um universo particular é muito mais fácil cativar
o público, pois não são aventuras isoladas, mas sim uma seqüência. A maioria
dos cineastas amadores gosta da comédia pastelão ou da paródia aos clássicos.
Eu não. Quando faço um filme tento ser sério ao máximo (embora o resultado
ainda seja risível).
Se
pararmos pra analisar a saga de Akalanata é bastante pesada: um cara tremendamente
infeliz que não sabe fazer outra coisa senão bater, sendo manipulado por
terceiros, até mesmo um herói de merda! Notem que Akalanata poucas vezes
salva alguém, quase sempre salva apenas a própria pele e os demais se
viram. Também não se decide o futuro do mundo. Tinha uma cena que eu acabei
tirando, em que Akalanata conversava com seu irmão gêmeo. Este dizia:
"esta batalha é uma desgraça. Somos o lixo da sociedade lutando aqui.
Ninguém nos vê, não há glória, não há vitória, não há nada...". É mais
ou menos por aí. Akalanata não é herói, não é bonito, não é conquistador,
não é perfeito, mas sim uma espécie de condenado ao combate. Sua vida
é uma droga (está sempre fugindo, lutando ou encarcerado), sua ex-namorada
o detesta e a relação com o filho é frustrante. É uma saga grandiosa no
coração do lixo urbano. Infelizmente o amadorismo do filme acaba ofuscando
estes pontos e confesso que eles não são bem explorados no roteiro. O
mais legal desses filmes é que seja pelo roteiro, seja pelas condições
de filmagem, consegui dar uma cara única a coisa. Mesmo com a música extraída
de seriados de sucesso, mesmo com a linguagem comum ao universo das lutas
como um todo (filmes, jogos e quadrinhos), mesmo com as referências, ninguém
pode dizer que "Corrida" imita o estilo do Dragon Ball, ou do Matrix,
ou do Bruce Lee, etc. Dei uma cara única e acho que bem brasileira (apesar
da realidade fantasiosa que apresento) as aventuras do Akalanata.
Meu
maior medo é ser confundido com mero modismo. Muita gente já me disse
que faço filmes a la Matrix. Já fiz várias referências a vários clássicos,
mas é diferente. Meus filmes não são fruto de nenhum modismo. Também não
fico parodiando ninguém. Conto minhas estórias, as estórias que eu mesmo
crio, e pronto! Prova disso é que minhas primeiras e inacabadas produções
já exploravam este universo, muito antes do Matrix, o Tigre e o dragão
etc. Sempre gostei desse tipo de estória. Quando ouço alguém dizer esse
tipo de coisa sobre meus filmes, meu dia está perdido. Só completando,
planejo mais dois episódios para encerrar de vez o ciclo do Akalanata
(Malagueta´s Quest e Turbo).
Como
é atuar e dirigir ao mesmo tempo?
Não é mole! Nos primeiros filmes da BRV eu sempre fazia um dos
vilões. Sempre achei mais produtivo ficar apenas na direção. Mas em "Corrida"
eu era o único que sabia fazer algumas "presepadas", por isso decidi ficar
como herói. Mas isso tem um custo muito grande. Primeiro porque quando
um terceiro filma, nunca sai do jeito que a gente quer. Perdi boas cenas
por confiar no bom senso do cameraman. E depois que já está tudo filmado,
já era. Às vezes ainda é pior: não tem ninguém filmando. Sou obrigado
a posicionar a câmera, fazer a cena e verificar depois. Perde-se muito
tempo. No primeiro corrida eu apanhei mais. Agora, verifico tudo, mesmo
quando tem alguém filmando, e procuro orientar ao máximo. Mas ainda assim,
quem olhar com atenção há de concordar: as melhores cenas são quando eu
não apareço. Também confesso que atuar nunca foi meu forte, embora tenha
atuado em algumas peças do colégio. Sou um tremendo canastrão, acho que
o maior de todos (e olha que em Corrida a concorrência é forte!). Isso
só não fica mais evidente porque seleciono cuidadosamente meus melhores
ângulos para o filme. Na vida real, quase sempre tenho cara de bunda,
hahaha.
Assistindo
a saga "Corrida contra o Excusado", percebemos que a presença marcante
do gênero feminino se dá, praticamente, apenas no último vídeo da trilogia.
Você pretende explorar mais as personagens femininas em próximos trabalhos?
Pretendo ter mais mulheres nos filmes sim. A falta do sexo
oposto se dá por dois motivos: primeiro porque sempre achei mais difícil
encontrar mulheres dispostas a participar de um filme amador. Hoje em
dia tenho visto que não é nenhum bicho de sete cabeças, mas os primeiros
convites que fiz sempre foram recusados e vistos com certa desconfiança.
Tanto é que no primeiro Corrida aconteceria o seqüestro da namorada do
Akalanata. Mas a menina que eu chamei desistiu e acabei deixando a idéia
de lado pra não complicar as filmagens. O segundo motivo é que trabalho
com universos não muito propícios para o sexo feminino e vou ser sincero,
não gosto de mulheres lutando. Não por machismo ou coisa parecida. É porque
um homem, por mais canastrão que seja, tem muito mais sinceridade numa
cena de briga, pois lutas e combates são um elemento fortíssimo na cultura
masculina. Todo homem já brincou de luta, ou já brigou na rua, e quase
sempre aprecia os combates. A briga, a lei do mais forte e a violência
corporal são parte primordial em nosso aprendizado social. Por isso, um
homem, por pior que seja atuando, sempre dá mais convicção numa coreografia,
mesmo que não saiba lutar, pois já tem um aprendizado completo da truculência
corpórea e isso é meio caminho andado. Já na cultura feminina, esse tipo
de coisa praticamente inexiste. Quando filmei as cenas da agente S, isso
ficou muito evidente pois um simples soco precisa ser ensaiado dezenas
de vezes. O resultado final ficou bom, do ponto de vista técnico, mas
a luta em si ficou "cínica" (bem, o que vocês acharam?). Por favor, volto
a insistir que não estou sendo machista em meus comentários. É uma questão
óbvia: para uma mulher convencer numa cena de luta precisa estar muito
bem preparada, entender realmente do assunto, não por incapacidade. Simplesmente
porque este é um aprendizado que normalmente o gênero feminino não adquire
em seu convívio. De qualquer forma, pretendo explorar bastante os personagens
femininos nos próximos filmes, inclusive a agente S.
O
que você faz além de produzir vídeos?
Atualmente tenho duas vertentes básicas: o Bruno-cineasta amador
e o Bruno-jornalista, e tenho obtido bons resultados em ambas. Eu estudo jornalismo
na Universidade Federal Fluminense e faço estágio na redação
do jornal "FOLHA DIRIGIDA", fora isso eu tenho um jornal de opinião (o
INVASOR) que circula quinzenalmente na faculdade e completa dois anos
de vida agora em março. Também já escrevi artigos para alguns zines de
amigos da faculdade e tenho meu próprio zine virtual onde reproduzo tudo
que escrevo. Vocês podem conferir meus artigos lá no site www.brv.xuxe.nom.br.
Fora isso, já fiz muita coisa: sempre escrevi estórias, já fiz quadrinhos,
montei quatro peças de teatro no colégio onde estudei (somente duas chegaram
a ser encenadas) escrevendo, dirigindo e atuando e um dos meus sonhos
é projetar jogos de videogame. Sou webmaster improvisado do site da BRV
e estou trabalhando junto com amigos da faculdade numa revista dedicada
exclusivamente ao cinema amador. Também estou montando um clã de RPGMaker
2000 (Corrida contra o Excusado, o jogo??? Quem sabe...). Sou um cara
muito criativo e tenho tantos projetos que acabo dedicando todo meu tempo
livre a eles. A conclusão que tenho disso tudo é que gosto de trabalhar
com criação e comunicação. O que significa, em outras palavras, contar
estórias e emitir minha opinião para os outros. O que são o teatro, os
contos, os quadrinhos, o videogame e os filmes da BRV senão um palco para
minhas loucas estórias? Quanto a emitir opinião, refiro-me ao trabalho
como jornalista. Meu sonho é ser um articulista em algum jornal. Uma das
coisas mais legais é quando alguém lê o que a gente escreveu e elogia
ou concorda: isso é fantástico.
Deixe
um recado final para nossos leitores.
A mensagem que eu posso deixar é que não deixem de tentar levar
adiante seus projetos. Pode parecer meio piegas, mas é verdade. As pessoas
cada vez mais são imbecilizadas e massacradas pela comunicação em massa
e pela indústria cultural. O resultado disso é que todos pensam de maneira
uniforme, sendo necessária muita força para fazer algo diferente ou que
fuja dos padrões. E como estamos na sociedade do consumo, o talento se
mede pela quantidade de zeros e cifras. Muitas vezes já ouvi que sou louco,
retardado, que tudo que faço, não apenas os filmes, é inútil porque não
gera lucro. Eu faço porque gosto. Espero que dê lucro um dia, que eu possa
trabalhar com isso, mas aí é outra estória. Atingir ou não o sucesso depende
de outros fatores. O que quero dizer é que ninguém vai dar força para
você e seus projetos. Não estou aqui com aquela conversa fiada do "acredite
que você chega lá", não é isso. O mundo não é belo, não é justo. Mas ninguém
perde nada por tentar. E realmente é difícil tentar quando tudo ao seu
redor diz que é bem melhor e mais fácil ser medíocre. Nunca ganhei um
centavo com o que faço, mas tenho um orgulho tremendo de tudo que já criei
até hoje (também não estou dizendo que meu trabalho é um primor de originalidade,
ninguém é 100% original). Digam o que quiser: uma pessoa que elogie meu
trabalho já vale. Meu trabalho, minha produção, minha marca. Ninguém pode
pagar o orgulho que tenho disso. Embora hoje se idolatre tanto a informação,
o que eu vejo como futuro comunicador é que a forma de pensar esta sendo
dissolvida de forma violenta. E não há como retroceder este processo:
a mídia ficará cada vez mais poderosa em nossa sociedade. Ou as pessoas
passam a pensar o mundo por conta própria ou não sei o que vai acontecer.
Bem, já falei demais (perceberam como o Bruno jornalista e o Bruno cineasta
se confundem : ) ). Se quiserem mais mensagens, por favor, leiam meus
artigos revoltados no site, heheheh. Muito obrigado pela oportunidade
e sucesso ao site da Brócolis VHS!!!
|